A Morte das Siglas (A.B.C. Engenharia)
Houve uma época em que os empreendedores juntavam as iniciais dos filhos (Amanda, Bruno e Carlos) e batizavam a empresa de "ABC Construções". Hoje, essas empresas afundam no anonimato porque siglas vazias não geram conexão emocional (a menos que você seja a IBM ou a BMW, que gastaram décadas construindo essa herança).
Tipos de Nomes de Marca
Existem 4 categorias principais na ciência do Naming. Qual delas serve para o seu negócio?
- Descritivos: Dizem exatamente o que você faz (Ex: Banco do Brasil, General Motors). São fáceis de entender, mas incrivelmente difíceis de registrar no INPI.
- Inventados/Abstratos: Palavras criadas do zero (Ex: Kodak, Google, Pixar). Não significam nada no dicionário, o que permite registro fácil e domínio global, mas exigem orçamentos colossais de marketing para ensinar o público o que elas significam.
- Evocativos/Sugestivos: A categoria de ouro. Usam metáforas para sugerir o benefício do produto sem descrevê-lo literalmente (Ex: Nike é a deusa da vitória, Amazon sugere o rio mais volumoso do mundo, Uber significa supremo/super).
O Filtro Implacável da Criação
Você teve a ideia genial de nome no chuveiro. Antes de imprimir os cartões, você precisa passar a ideia pelo filtro triplo da morte:
- O Filtro do INPI: O nome já está registrado na sua classe de atuação no Brasil? Se sim, esqueça. Você levará um processo.
- O Filtro do Domínio: O ".com.br" está disponível? E a arroba do Instagram? Tentar comprar um arroba ocupado por um estrangeiro é uma dor de cabeça cara.
- O Filtro do Rádio: Fale o nome pelo telefone. A outra pessoa precisou perguntar "com dois esses ou com z?" Se o nome é impossível de soletrar ao ouvir (teste do rádio), ele criará fricção na captação boca a boca.